sábado, abril 19, 2008

O último poema Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação. Manuel Bandeira

3 comentários:

Anónimo disse...

Extraordinário.

lino disse...

É muito raro ouvir alguém dizer tanto em tão poucas palavras.

shestes disse...

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