thesoundofsilence

How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.

quinta-feira, Outubro 30, 2014

La Boca
Boca que arrastra mi boca:
boca que me has arrastrado:
boca que vienes de lejos
a iluminarme de rayos.

Alba que das a mis noches
un resplandor rojo y blanco.
Boca poblada de bocas:
pájaro lleno de pájaros.
Canción que vuelve las alas
hacia arriba y hacia abajo.
Muerte reducida a besos,
a sed de morir despacio,
das a la grama sangrante
dos fúlgidos aletazos.
El labio de arriba el cielo
y la tierra el otro labio.

Beso que rueda en la sombra:
beso que viene rodando
desde el primer cementerio
hasta los últimos astros.
Astro que tiene tu boca
enmudecido y cerrado
hasta que un roce celeste
hace que vibren sus párpados.

Beso que va a un porvenir
de muchachas y muchachos,
que no dejarán desiertos
ni las calles ni los campos.

¡Cuánta boca enterrada,
sin boca, desenterramos!

Beso en tu boca por ellos,
brindo en tu boca por tantos
que cayeron sobre el vino
de los amorosos vasos.
Hoy son recuerdos, recuerdos,
besos distantes y amargos.

Hundo en tu boca mi vida,
oigo rumores de espacios,
y el infinito parece
que sobre mí se ha volcado.

He de volverte a besar,
he de volver, hundo, caigo,
mientras descienden los siglos
hacia los hondos barrancos
como una febril nevada
de besos y enamorados.

Boca que desenterraste
el amanecer más claro
con tu lengua. Tres palabras,
tres fuegos has heredado:
vida, muerte, amor. Ahí quedan
escritos sobre tus labios.


(poeta andaluz nascido faz hoje 104 anos) 

Canta Joan Manuel Serrat

Elogio da Desconhecida

Ela. Seus braços vencidos,
Naus em procura do mar,
Caminhos brancos, compridos,
Que conduzem ao luar.

Se ao meu pescoço os enrola
Eu julgo, com alegria,
Que trago ao pescoço o dia
Como se fosse uma gola.

O Luar, lâmpada acesa
Pra alumiar à princesa
Que em meus olhos causa alarde.

E o dia, longe, esquecido,
É um lençol estendido
Numa janela da Tarde.


(poeta português nascido faz hoje 123 anos)

quarta-feira, Outubro 29, 2014

Georges Brassens faleceu faz hoje 33 anos

Patrizia Laquidara faz hoje 42 anos

Avesso

Agora que a face do sol sem
brilho acorda a face oculta
de deus virado pelo avesso

um soneto faz o inverso do
insepulto
caminho, dando troco em moeda
morta em coração de vime


(poeta gaúcho que hoje faz 66 anos)

terça-feira, Outubro 28, 2014

Poema: Rafael Alberti
Música e Voz: Vicente Monera

Rafel Alberti faleceu faz hoje 15 anos

Zélia Duncan faz hoje 50 anos

Eros Ramazzotti faz hoje 51 anos

Hank Marvin faz hoje 73 anos

Liberta em pedra

Livre, liberta em pedra.
Até onde couber
tudo o que é dor maior,
por dentro da harmonia jancente,
aguda, fria, atroz,
de cada dia.

Não importam feições,
curvas de seio e ancas,
pés erectos à luz
e brancas, brancas, brancas,
as mãos.

Importa a liberdade
de não ceder à vida
um segundo sequer.

Ser de pedra por fora
e só por dentro ser.
    - Falavas? Não ouvi.
    - Beijavas? Não senti.
Morreram? Ah, Morri, morri, morri!
Livre, liberta em pedra,
voltada para a luz
e para o mar azul
e para o mar revolto…
E fugir pela noite,
sem corpo, sem dinheiro,
para ler os meus santos,
e os meus aventureiros,
(para ser dos meus santos,
dos meus aventureiros),
filósofos e nautas,
de tantos nevoeiros.

Entre o peso das salas,
da música concreta,
de espantalhos de deuses,
que fará o Poeta?


(poetisa benaventense nascida a 28 de Outubro de 1920)

segunda-feira, Outubro 27, 2014

Lou Reed faleceu faz hoje 1 ano

Kelly Osborne faz hoje 30 anos

Scott Weilland faz hoje 47 anos

Simon Le Bon faz hoje 56 anos

Ode Pagã

Viver!  - O corpo nu, a saltar, a correr,
Numa praia deserta… Ou rolando, na areia,
Rolando, até ao mar… Que importa o que a alma anseia?
- Isto sim, é viver!

O paraíso é nosso e está na terra. Nós,
É que temos o olhar velado de incerteza;
E julgamos ouvir a voz da natureza,
Ouvindo a nossa voz.

Ilusões! A cultura, o amor, a poesia…
Não igualam, sequer, um dia à beira-mar,
Vivido plenamente, - a sorver, a beijar
O vento e a maresia!

Viver, é estar assim: a fronte ao céu erguida,
Os membros livres, as narinas dilatadas;
Com toda a natureza, em espírito, as mãos dadas…
- O resto, não é Vida!

Que venha pois, a brisa, e me trespasse a pele,
Para melhor poder compreendê-la e amá-la!
Que a voz do mar me chame e, ouvindo a sua fala,
Eu vá e seja dele!

Que o sol penetre bem na minha carne e a deixe
Queimada, para sempre; as ondas, uma a uma,
Rebentem no meu corpo! E eu fique, ébrio de espuma,
Contente como um peixe!


(poeta português falecido faz hoje 65 anos)

domingo, Outubro 26, 2014

Natalie Merchant faz hoje 51 anos

Milton Nascimento faz hoje 72 anos

Inércia

A cidade! A cidade - em seus rumores!
E a civilização - turbilhoando!
e a vida - em febre forte delirando
com furores, clamores e estertores!

E há lutadores
ao sol marchando!
ao sol marchando!

Por que só eu não luto ou não comando?
por que sou preso às mágoas interiores
com Saudade e Esperança - meus amores -
e com desilusões me acorrentando?!

E há vencedores,
há vencendores
ao sol cantando!...


(poeta mineiro nascido faz hoje 120 anos)

sábado, Outubro 25, 2014

Kate Perry faz hoje 30 anos

Jon Anderson faz hoje 70 anos

Dos palabras

Esta noche al oído me has dicho dos palabras
Comunes. Dos palabras cansadas
De ser dichas. Palabras
Que de viejas son nuevas.

Dos palabras tan dulces que la luna que andaba
Filtrando entre las ramas
Se detuvo en mi boca. Tan dulces dos palabras
Que una hormiga pasea por mi cuello y no intento
Moverme para echarla.

Tan dulces dos palabras
?Que digo sin quererlo? ¡oh, qué bella, la vida!?
Tan dulces y tan mansas
Que aceites olorosos sobre el cuerpo derraman.

Tan dulces y tan bellas
Que nerviosos, mis dedos,
Se mueven hacia el cielo imitando tijeras.
Oh, mis dedos quisieran
Cortar estrellas.


(poetisa argentina falecida faz hoje 76 anos)

sexta-feira, Outubro 24, 2014

Monica faz hoje 34 anos

Gilbert Bécaud nasceu faz hoje 87 anos

Poética

Nada digo por hábito
tudo de novo vem de ti
nasce de novo

Nada digo de novo
sobrevoo
o deserto movente das palavras
em busca de um sinal
exacto e comovente do teu corpo


(poeta açoriano nascido faz hoje 78 anos)