domingo, setembro 25, 2011

14

sofro o fio que o
cabelo alinha no chão. a
noite que vem comer a luz
ao dia. minha voz
superior. deus certamente
corrige meus olhos. vejo o
frio, a paralisia do
vento. e preocupo-me
lentamente. um estar vivo
sem qualquer obrigação. vou
dizendo o escuro pormenorizadamente


(poeta português nascido em Angola a 25 de Setembro de 1971)

2 comentários:

Justine disse...

A poesia deste escritor é novidade para mim!

Sensualidades disse...

forte

Bjinhhos
Paula