domingo, fevereiro 14, 2016

Estar no Mundo

Ao corpo colados a silenciosas
colunas de sal pavimentados eis os muros
paralelos eis as rápidas deformações da
linguagem (cálido ascetismo)
de quem arde por dentro - estar no mundo
é teu caminho estar na cólera
lavrada
e sobre si mesma dobrada e a guerra
mastigar a morte seca a subalimentada
explosão do corpo deformações suicídio
quotidiano - tal a poesia
se reflecte na luz a erosão do poema
o apodrece e movimenta - cinza mineral
entre restos de música e pão –


(poeta louletano que hoje faz 78 anos)

1 comentário:

Vieira Calado disse...

Boa escolha!
Um abrao!