sábado, dezembro 27, 2014

MORTE: SUAS CONTAS DE DIVIDIR

O horizonte divide-nos nas suas mentiras:
ou é uma árvore ou um rio e todos os anzóis que engoliu
ou uma mandíbula de peixe ou o sol: o velho incendiário ambulante.
A morte essa é um maravilhoso número indivisível.


(poeta amarantino nascido a 27 de Dezembro de 1923)

1 comentário:

jrd disse...

O horizonte é a vida e separa-nos sempre de algo.

Abraço