terça-feira, fevereiro 19, 2013

Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outo dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.


(Rómulo Vasco da Gama de Carvalho faleceu faz hoje 16 anos)

4 comentários:

jrd disse...

Todo o tempo é de poesia, quando da guerra se faz a paz.

Abraço

Sensualidades disse...

wow

Aodrei

Bjinhos
Paula

Flor de Jasmim disse...

Umbelo poema de Gedeão, conhecia mas adorei ler!

beijinho e uma flor

Manuel Veiga disse...

poema inspirador. de um poeta de eleição.

abraço