sexta-feira, julho 01, 2011


Filtro

O poema
filtra
cada imagem
já destilada
pela distância,
deixa-a
mais límpida
embora
inadequada
às coisas
que tenta
captar
no passado
indiferente.


(Carlos de Oliveira faleceu a 1 de Julho de 1981)

5 comentários:

mdsol disse...

:)

Manuel Veiga disse...

como diamante lapidado. na perfeição.

abraços

Sensualidades disse...

lindissimo

Bjinhos
paula

Jorge Sader Filho disse...

Uma poesia para ser pensada com calma, Lino.
Tem conteúdo forte!

Abraço

jrd disse...

Total,,,