How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
sexta-feira, dezembro 19, 2014
O poeta é o
portador
O poeta é o
portador. Carrega tudo,
Mas ele
mesmo é a carga e o encarregado,
Tal, na
aldeia dos sãos, é o surdo-mudo,
Cheio deles
e de si, triste pasmado.
A força do
Sentido o faz escudo
Do fogo que
não pode ser roubado
Enquanto
ofereça o coração agudo
À guerra em
que nasceu para soldado.
Sua coragem
na palavra o espera,
Aguardado
silêncio pensativo,
Como a hora
que a torre negra dera
Além da
meia-noite e antes da hora
Prima, que a
madrugada álgida chora,
Lágrima a
tempo, átono som cativo.
(Vitorino
Nemésio nasceu faz hoje 113 anos)
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Cantos de
Pisac – III
Astronauta,
A mil millas
del mundo que los hombres crearan
Para nunca
conducir,
Algo conoces
de esta tierra
Y algo
olvidas,
Algo conoces
de las aguas,
Y relatas
solitario a tus espacios:
En
Atlántida, cuando se hunde océano
Brillan
oxidadas las máscaras de los esclavos.
Piensa ahora
que te anudas a las tardes
Con el limo
en los ojos.
Piensa, con
un niño en el pómulo celeste:
A la vuelta
está el viento,
El paisaje
deleznable de las nieves.
No temas
nunca el mar
Que también
tiembla.
No juzgues
la carrera del Sol
Coronado por
los zorros.
Suelta tus
manos en los vuelos ajados del alambre:
En la última
esquina del tiempo,
Mendigando
en retorno, condenado,
Hallarás las
mil fases de lo eterno.
(poeta
peruano que hoje faria hoje 73 anos)
quarta-feira, dezembro 17, 2014
terça-feira, dezembro 16, 2014
segunda-feira, dezembro 15, 2014
São assim os
meus dias
Pus-me à
janela
a ver passar
os barcos
carregados
de espuma.
Navegavam
nos teus olhos verdes
com as
flâmulas agitadas
pelos ventos
alísios.
Só depois de
passarem
reparei que
estavas
tão longe de
mim
como eu
estava dos barcos
carregados
de espuma.
São assim os
meus dias à janela
enquanto
espero pelo teu regresso.
(escritor
amadorense que hoje faz 66 anos)
domingo, dezembro 14, 2014
Janelas no
Mar
- No meio do
mar, há janelas sobre janelas.
- A rede.
Adivinhação
africana
Há sobre o
mar janelas e janelas:
são redes,
são cantigas e são velas.
Panos-da-costa
vão se desdobrando
no mistério
das águas flutuando.
A floresta é
vencida pela areia
mas o mar só
se curva à lua cheia.
Anda comigo,
amada. O amor humano
pode descer
ao fundo chão do oceano.
E ressurgir
das águas e sobre elas
caminhar bem
mais leve do que as velas.
O céu morreu
nas mãos donas do espaço.
Resta a
Terra. Tão só! Dá-me teu braço.
Vem comigo.
O mar se abre à nossa dor
e os peixes
pasmarão com o nosso amor.
E no
silêncio móvel copiarão
nossos
gestos contidos de paixão.
(escritor
maranhense nascido faz hoje 100 anos)
sábado, dezembro 13, 2014
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