segunda-feira, maio 17, 2010


Anda, vem

Anda, vem... por que te negas,
Carne morena, toda perfume?
Por que te calas,
Por que esmoreces
Boca vermelha, – rosa de lume!
Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos n'um beijo.

Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer,
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, – meu amor!

E ouve, mancebo alado,
Não entristeças, não penses,
- Sê contente,
Porque nem todo o prazer
Tem pecado...

Anda, vem... dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos;

Tenho saudades da vida!

Tenho sede dos teus beijos!


*(poeta vítima da homofobia)

4 comentários:

GMaciel disse...

Lindíssimo poema. Vibrante, magoado, sentido... quase um pedido, quase uma saudade... excelente escolha.

jocas grandes

jrd disse...

Grande poeta!

Manuel Veiga disse...

pois é - a Poesia não tem sexo.

oportuno poema.

abraços

O Puma disse...

Boa citação