How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
quinta-feira, setembro 11, 2014
O outro 11 de Setembro
Para matar al
hombre de la paz
para golpear su
frente limpia de pesadillas
tuvieron que
convertirse en pesadilla,
para vencer al
hombre de la paz
tuvieron que
congregar todos los odios
y además los
aviones y los tanques,
para batir al
hombre de la paz
tuvieron que
bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre
de la paz era una fortaleza.
Para matar al
hombre de la paz
tuvieron que
desatar la guerra turbia,
para vencer al
hombre de la paz
y acallar su voz
modesta y taladrante
tuvieron que
empujar el terror hasta el abismo
y matar más para
seguir matando,
para batir al
hombre de la paz
tuvieron que
asesinarlo muchas veces
porque el hombre
de la paz era una fortaleza.
Para matar al
hombre de la paz
tuvieron que
imaginar que era una tropa,
una armada, una
hueste, una brigada,
tuvieron que
creer que era otro ejército,
pero el hombre de
la paz era tan sólo un pueblo
y tenía en sus
manos un fusil y un mandato
y eran necesarios
más tanques más rencores
más bombas más
aviones más oprobios
porque el hombre
de la paz era una fortaleza.
Para matar al
hombre de la paz
para golpear su
frente limpia de pesadillas
tuvieron que
convertirse en pesadilla,
para vencer al
hombre de la paz
tuvieron que
afiliarse siempre a la muerte
matar y matar más
para seguir matando
y condenarse a la
blindada soledad,
para matar al
hombre que era un pueblo
tuvieron que
quedarse sin el pueblo.
quarta-feira, setembro 10, 2014
terça-feira, setembro 09, 2014
Pubescência
Ei-la! Chega
ao jardim, que estava triste,
Porque a sua
alegria ausente estava,
E ela, que
em vê-lo dantes se alegrava,
Agora a toda
a tentação resiste.
Seria outra
alma, pensa, que a animava?
Por que um
desejo que a persegue insiste?
Qualquer
cousa que ignora, mas que existe,
Pulsa-lhe ao
coração que não pulsava.
Triste
cismando segue, e em frente à fonte:
- Um sátiro,
de cuja boca escorre
Um fino fio
d'água transparente,
Ri-se dos
cornos que lhe vê na fronte,
Os lábios cola
aos dele, e porque morre
De sede,
bebe alucinadamente...
(poeta
alagoano falecido em Paris faz hoje 105 anos)
segunda-feira, setembro 08, 2014
Não estou só
Não estou
só, porque o piano invisível
Está
repetindo a valsa clássica daquela noite, há muito tempo.
Não estou
só, porque há palavras que foram ditas e não morreram de todo.
Não estou
só, porque as amadas mortas ainda estão falando ao meu ouvido;
Mocinhas
vestidas de branco das cidadezinhas tranquilas estão sorrindo para mim;
Comovendo
minha estátua e o retrato em cima da mesa.
Não estou
só, porque os olhos do retrato estão perdidos no passado e no presente.
A sala é
pequena. O mundo parou. Tudo parou. Ainda assim não estou só,
Porque a
noite chora sangue no pingo da estrela,
Parado, no
rasgão da janela que dá para o mundo.
(poeta
baiano nascido faz hoje 102 anos)
domingo, setembro 07, 2014
Os sons do
ofício
É porque
recolho o vário
no aviário
das vértebras
e me há um
silo de células
e me há um
quase-aquário,
que o poema
se me chega,
estuário.
Que me
importa
a sina
jugular das fases,
a vida
conjugal das frases
e o
semblante cínico
das fezes,
se não faço
poemas
como quem
defende teses.
Faço poemas
para que
passem os dias
e pascem os
rebanhos
e os oceanos
pasmem
ante o
naufrágio
de todas as
datas
no
calendário-lanho.
Ou seja,
faço-os
como quem
viceja
os laços do
arremesso
como quem vislumbra
silêncio nos
entulhos
e aprendeu a
estrutura ideal
para montar
barulhos
sob a língua
mais banal.
Faço-os
como quem
lambe oásis no planalto,
deixado
pelas bases
de um
simples sobressalto.
É como se o
ego
coubesse
inteiro
na
determinação de um prego
que me fixa
exílios sob a carne
mas que
também aciona
os gatilhos
do alarme.
(poeta goiano que hoje faria 50 anos)
sábado, setembro 06, 2014
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