How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
quarta-feira, dezembro 24, 2014
o eterno
retorno
me lembro
bem, eu já fui um deus
daqueles que
moviam mundos e fundos
bastava rir
para ver tudo florir
mas aqueles
que eu chamava de meus
aqueles que
deveriam ter fé
foram
virando as costas
e, sem mais
nem menos, me largaram a pé
sem
perguntas e sem respostas
eu sabia que
a sensação de estar só
como tudo
nesse mundo
um belo dia,
retornaria ao pó
e assim me
tornei um vagabundo
um inútil
pária das estrelas
um monumento
ao nada que sirva
um sinônimo
de ovelha
não de
pastor ou cristo ou shiva
o mundo era
meu, estava escrito,
no entanto,
não tomei posse
e nem deixei
o bem dito pelo maldito
mas se a luz
é sombra até que se mostre
encontrei no
breu o farol da volta
a poesia me
pegou na veia
e, com mil
poetas como escolta,
voltei à
vida com a caneta cheia!
(poeta
paranaense nascido a 24 de Dezembro de 1950)
terça-feira, dezembro 23, 2014
segunda-feira, dezembro 22, 2014
Gemo
Gemo em tom
menor
no acorde
rouco
de um
plangente violino.
Gemo a
sensação
de estar bem
leve,
a soltar
brados
de gemido
rouco.
Gemo bem
baixinho
e nesse meu
gemido
eu ponho
todo o coração.
Gemo, enfim,
na madrugada
fria
em boa
companhia.
E gemendo
continuo
trocando
êxtases,
vivendo
fôlegos,
amando
sôfrego.
Gemo.
(poeta
pernambucano que hoje faz 67 anos)
domingo, dezembro 21, 2014
Vida
A Paula Romero
Después de
todo, todo ha sido nada,
a pesar de
que un día lo fue todo.
Después de
nada, o después de todo
supe que
todo no era más que nada.
Grito
«¡Todo!», y el eco dice «¡Nada!».
Grito
«¡Nada!», y el eco dice «¡Todo!».
Ahora sé que
la nada lo era todo,
y todo era
ceniza de la nada.
No queda
nada de lo que fue nada.
(Era ilusión
lo que creía todo
y que, en
definitiva, era la nada.)
Qué más da
que la nada fuera nada
si más nada
será, después de todo,
después de
tanto todo para nada.
(poeta
madrileno falecido faz hoje 12 anos)
sábado, dezembro 20, 2014
Poesia
é a visita
do tempo nos teus olhos,
é o beijo do
mundo nas palavras
por onde
passa o rio do teu nome;
é a secreta
distância em que tocas
o princípio
leve dos meus versos;
é o amor
debruçado no silêncio
que te cerca
e que te esconde:
como num
bosque, lento, ouvimos
o coração de
uma fonte não sei onde...
(poeta
português nascido em Lourenço Marques a 20 de Dezembro de 1927 e falecido em
Espanha em 1975, de acidente de viação)
sexta-feira, dezembro 19, 2014
Há palavras
que nos beijam
Há palavras
que nos beijam
Como se
tivessem boca,
Palavras de
amor, de esperança,
De imenso
amor, de esperança louca.
Palavras
nuas que beijas
Quando a
noite perde o rosto,
Palavras que
se recusam
Aos muros do
teu desgosto.
De repente
coloridas
Entre
palavras sem cor,
Esperadas,
inesperadas
Como a
poesia ou o amor.
(O nome de
quem se ama
Letra a
letra revelado
No mármore
distraído,
No papel
abandonado)
Palavras que
nos transportam
Aonde a
noite é mais forte,
Ao silêncio
dos amantes
Abraçados
contra a morte.
(Alexandre
O'Neill nasceu faz hoje 90 anos)
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