How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
terça-feira, março 19, 2013
Poema
suspirado
Algures, num
momento de silêncio,
neste campo
aberto que é a minha vida,
de noite,
sempre de
noite - quando a magia acontece,
surge uma
forma no vento
e nele,
um poema
suspirado.
É certo que
os poemas são mesmo efémeros
e as
palavras um dia serão nada,
desaparecerão
no esquecimento das eras
tal como as
peles que vestimos
e os nomes
que ostentamos.
O poema que
é teu,
trazido pela
brisa que na relva fresca te desenha,
um dia não
será mais que outra coisa,
acompanhando-nos,
na impiedosa
sucessão de formas e sabores
que provamos
e temos de
largar.
Mas esse teu
suspiro
e essa tua
forma
e esse teu
poema
e esse teu
sentido (tão próximo do meu)
pintaram-se
no quadro do horizonte
deste campo
aberto que é a minha vida...
e de noite,
sempre de noite - quando a magia acontece,
a realidade
perceptível da ilusão do universo
colidirá com
nossos fogos,
ardendo em
uníssono,
dançando no
mesmo vento
que agora
desenha nós os dois,
que agora
suspira o ar quente da cama embriagada,
que nesse
momento se deixa entregar...
no mesmo
campo aberto que é a nossa vida
e de noite -
quando a magia acontece,
àquela
pequena parte de um segundo
de uma
eternidade passageira.
Rui Diniz
(poeta
almadense que hoje faz 34 anos)
segunda-feira, março 18, 2013
domingo, março 17, 2013
sábado, março 16, 2013
Curiosidades
Estéticas
O mais
importante na vida
É ser-se
criador – criar beleza.
Para isso,
É necessário
pressenti-la
Aonde os
nossos olhos não a virem.
Eu creio que
sonhar o impossível
É como que
ouvir uma voz de alguma coisa
Que pede existência
e que nos chama de longe.
Sim, o mais
importante na vida
É ser-se
criador.
E para o
impossível
Só devemos
caminhar de olhos fechados
Como a fé e
como o amor.
(poeta abrantino
falecido faz hoje 54 anos)
Última
paisagem
Quando eu
morrer,
se morrer,
quero um dia
de sol,
denso,
cintilante,
escorrendo-me
pelo corpo
seus dedos
quentes.
E quero o
vento,
um largo
vento dos espaços,
que me
respire e me arrebate
no seu
fôlego,
por outros
continentes.
E quero a
água,
violenta,
fria, palpitante,
possuindo-me
a alma
a
transbordar dos poros.
Se nenhum
amor me resguardar
em seu
abraço
a dar-me
sensação
de que
possuo e pertenço
quero pegar
a vida
palmo a
palmo,
traço a traço,
num dia
esfuziante de azul
com o mar na
boca e nos braços.
Quando eu
morrer,
se morrer,
eu que
renasço a cada momento,
criando
íntimos laços
por toda
natureza,
eu que
perduro no eterno
da
intensidade,
quero morrer
assim:
os olhos na
distância
do
entendimento
e o corpo
penetrando na beleza,
passo a
passo.
Meu fim
transformado em luz
dentro de
mim.
(poetisa
paulista que hoje faria 80 anos)
sexta-feira, março 15, 2013
Saudade
inverossímil
Sinto
saudade
Das coisas
que nunca tive
Uma vontade
De outros
lugares
Paixões
estrangeiras
Que me
seriam mais próximas
E também um
pouco
De lúbrica
irresponsabilidade
Sinto
vontade
Das belezas
perdidas
Do
reencontro
Com o
conhecido e o desconhecido
(escritor
paulista que hoje faz 49 anos)
quinta-feira, março 14, 2013
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