How many times must a man look up,
Before he can see the sky?
How many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
The answer, my friend, is blowin' in the wind.
The answer is blowin' in the wind.
O FMI já tinha dado o mote, ao enviar-nos o Sr. Abebe para
pôr o nível de vida dos portugueses a par do dos seus concidadãos.
Agora não se sabe quem são os conselheiros que por cá estão
clandestinos para reformar (refundar) o estado, mas palpita-me que serão um
nigeriano para acabar com a corrupção, um talibã afegão para reformar a
justiça, um somali para reestruturar as forças armadas e de segurança, um israelita
sionista para nos racionar os recursos hídricos, um chadiano para nos tratar da
saúde assessorado por um kosovar especializado em transplantes, um sudanês para
a educação e um saudita para os direitos, liberdade e garantias. Para as
finanças não será necessário vir um mafioso, pois já cá os temos em abundância.
Na passada
quarta-feira, os deputados portugueses (não a totalidade, felizmente) deram não
uma mas duas mostras de cobardia.
A primeira foi a
recusa em votarem nominalmente a proposta de lei do Orçamento do Estado para
2013 para sabermos quem subscreve ou não o documento mais violento em matéria
fiscal que alguma vez o povo português teve de suportar.
A segunda foi a
antecipação do fim do debate e imediata votação na parte da manha, com
conivência da presidente da Assembleia da República, para evitar que tal
ocorresse à tarde, quando estavam preparadas várias manifestações à frente do
Parlamento.
Foram duas inequívocas
provas de cobardia e de quem tem medo de assumir as suas responsabilidades.
Quando em democracia,
os deputados eleitos pelo povo têm medo desse mesmo povo que os elegeu, algo
está mal e profundamente errado. Num momento em que os portugueses mais
esperariam explicações dos representantes do povo, estes fogem cobardemente dos
eleitores. É lamentável. E é o princípio do fim de alguma coisa.