Várias organizações internacionais sempre afirmaram que Israel tinha massacrado deliberadamente civis palestinos, facto negado pelas forças de ataque israelitas, secundadas por vários auto-intitulados intelectuais de esquerda europeus de ascendência judia, que se desdobraram em louvaminhas a um alegado “alto nível de comportamento moral das tropas israelitas”, salmodiando na imprensa dita de referência as posições dos altos comandos dos invasores e dos governantes do estado terrorista.
Mas os massacres de Janeiro na Faixa de Gaza estão, de novo, nos media de todo o mundo, após o jornal israelita Haaretz ter publicado, ontem, algumas declarações de militares que tomaram parte no assassinato deliberado de civis palestinos, chegando um deles a afirmar que “a vida dos palestinos é algo muitíssimo menos importante do que as vidas dos nossos soldados”.
Os comandos militares ordenaram, de imediato, uma investigação, que se está mesmo a ver que não vai “descobrir” seja o que for, já que generais na reserva se apressaram a afirmar que vai ser difícil encontrar provas; entretanto, o enviado da ONU, Richard Falk, disse que parece ter havido crimes de guerra da maior magnitude.
O assunto atingiu tais proporções que, além de chamadas na primeira página nos grandes jornais dos Estados Unidos ( The Ney York Times, Washington Post e Los Angeles Times) e britânicos (Times e Guardian), até o circunspecto Financial Times lhe dedicou alguma atenção.
Bem pode o TPI – se para tanto tiver coragem, do que tenho sérias dúvidas - emitir um mandato de prisão internacional contra os assassinos responsáveis (Olmert, Barak, Livni e outros) que ousem pôr o nariz em alguns países da Europa, que a Mossad vem cá buscá-los!
Imagem: Escola do ensino básico destruída na Faixa de Gaza durante a invasão sionista - Tyler Hicks/The New York Times
How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
sexta-feira, março 20, 2009
Várias organizações internacionais sempre afirmaram que Israel tinha massacrado deliberadamente civis palestinos, facto negado pelas forças de ataque israelitas, secundadas por vários auto-intitulados intelectuais de esquerda europeus de ascendência judia, que se desdobraram em louvaminhas a um alegado “alto nível de comportamento moral das tropas israelitas”, salmodiando na imprensa dita de referência as posições dos altos comandos dos invasores e dos governantes do estado terrorista.
Mas os massacres de Janeiro na Faixa de Gaza estão, de novo, nos media de todo o mundo, após o jornal israelita Haaretz ter publicado, ontem, algumas declarações de militares que tomaram parte no assassinato deliberado de civis palestinos, chegando um deles a afirmar que “a vida dos palestinos é algo muitíssimo menos importante do que as vidas dos nossos soldados”.
Os comandos militares ordenaram, de imediato, uma investigação, que se está mesmo a ver que não vai “descobrir” seja o que for, já que generais na reserva se apressaram a afirmar que vai ser difícil encontrar provas; entretanto, o enviado da ONU, Richard Falk, disse que parece ter havido crimes de guerra da maior magnitude.
O assunto atingiu tais proporções que, além de chamadas na primeira página nos grandes jornais dos Estados Unidos ( The Ney York Times, Washington Post e Los Angeles Times) e britânicos (Times e Guardian), até o circunspecto Financial Times lhe dedicou alguma atenção.
Bem pode o TPI – se para tanto tiver coragem, do que tenho sérias dúvidas - emitir um mandato de prisão internacional contra os assassinos responsáveis (Olmert, Barak, Livni e outros) que ousem pôr o nariz em alguns países da Europa, que a Mossad vem cá buscá-los!
Imagem: Escola do ensino básico destruída na Faixa de Gaza durante a invasão sionista - Tyler Hicks/The New York Times
quinta-feira, março 19, 2009
A propósito da minha posta de ontem, se alguém tem dúvidas dos efeitos catastróficos da desinformação, basta ver a notícia que a Lusa divulgou há menos de duas horas:
Vinte activistas moçambicanos da Cruz Vermelha estão dados como desaparecidos e mais 17 estão refugiados na sede distrital de Mongicual, província de Nampula, norte, onde três voluntários daquela organização foram mortos, acusados de propagar cólera.
Mais pormenores podem ser vistos aqui.
quarta-feira, março 18, 2009
terça-feira, março 17, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
Parece que o único resultado da reunião do passado Sábado entre os ministros das finanças (e respectivos assessores) dos G20, destinada a preparar a cimeira a realizar em 2 de Abril, foi a fotografia de conjunto.
Com efeito, enquanto os Estados Unidos, a Inglaterra e o Japão puseram a tónica nos estímulos dos governos, na esperança de reavivar o consumo, a União Europeia e os europeus continentais mostraram-se desconfiados das medidas de despesa que aumentam o défice e pugnaram por uma maior regulação e supervisão para prevenir uma maior deterioração da economia global.
Na minha modesta opinião, ao contrário do que sucede nos Estados Unidos (nada sei do Japão), na União Europeia há regulação mais do que suficiente da actividade financeira e órgãos de supervisão adequados. Parece é que a supervisão anda vendada e ninguém faz cumprir a legislação ou, nas poucas ocasiões em que o fazem, ficam-se por multas pouco mais do que simbólicas, que são aplicadas às empresa, não aos infractores.
Quando, nos Estados Unidos, faliram a Enron e a Worldcom, os seus responsáveis levaram entre 15 e 25 anos de prisão. Pelo velho continente, não consta que ninguém tenha sido condenado, antes pelo contrário. Os responsáveis pelo afundanço do Northern Rock, na Inglaterra? Ninguém sabe. O responsável pelos milhares de milhões de perdas do Royal Bank of Scotland? Uma reforma de quase um milhão de euros/ano. Os responsáveis por uma filial na Inglaterra da AIG, que provocaram mais de cem mil milhões de prejuízos? Foram “penalizados” com quase cem milhões em bónus de desempenho - parece que a recompensa por prejuízos gigantescos faz parte dos contratos. Os responsáveis pela insolvência do Hypo alemão? Como diz que disse? Os responsáveis pelas crises do Fortis e do Dexia, que levou à necessidade de intervenção dos governos? Nicles! Face às suas homólogas europeias, até parece que a justiça portuguesa tenta funcionar. Pelo menos há um preso preventivo.
domingo, março 15, 2009
sábado, março 14, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
quinta-feira, março 12, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
O nata cá do burgo acha que fica bem dizer que não gosta de futebol, apesar de eu estar disposto a apostar, dobrado contra singelo, que a maioria dela, a cada jogo transmitido pela televisão, se senta no sofá a roer as unhas e a soltar impropérios perante tudo o que corre mal ao seu clube do coração.
Pela minha parte, que nunca roí as unhas e não faço parte do escol (apesar de muitos conhecidos, pelo que me ouvem e porque sabem o que eu sei, jurarem a pés juntos que sou mais culto que grande parte dos integrantes da fina flor), não tenho pejo em afirmar que gosto de futebol. Não de qualquer jogo, mas de uma partida bem jogada, sem recurso a violência desmedida, com os participantes a darem o litro até ao apito final, com o árbitro a apitar estritamente o necessário e os treinadores a saberem ler o jogo.
Naturalmente, gosto de vários outros desportos, quando praticados por actores de qualidade. De um contra-relógio individual ou de uma subida de montanha no ciclismo, de um jogo do torneio das nações no râguebi, de uma partida de basquetebol da NBA, de hóquei em patins, de hóquei no gelo, de várias modalidades de atletismo, patinagem e natação, e até da belíssima dança dos pés dos pugilistas profissionais, principalmente dos super-pesados. Infelizmente, tenho poucas oportunidades de ver bom desporto, porque não estou disposto a pagar as mensalidades dos canais desportivos da Cabo, pelo menos enquanto estiver no activo.
Hoje deu-me para falar de futebol, a propósito do jogo do dia, que se desenrolará em Manchester, apesar de não o poder ver. Dos intervenientes no activo, há dois que merecem a minha consideração: um - o Luís Figo - pelo modo recatado como soube gerir a sua carreira excepcional e outro – o José Mourinho – pela sua qualidade e irreverência. Pode ser que um dia, se vier a ganhar juízo, o puto da Madeira venha a fazer parte da lista.
Tempos houve em que julgava o José Mourinho arrogante, e tinha de fazer das tripas coração para lhe reconhecer razão quando trabalhava para o Pinto da Costa. Depois foi para o estrangeiro e, longe das lutas caseiras, deu para perceber que a aparente arrogância era algo de especial, de muito positivo.
Pois o José Mourinho foi hoje notícia de relevo naquele que é o diário dos bem pensantes de Nova Iorque e, provavelmente, o jornal mais reputado do mundo, com três chamadas na primeira página da versão digital do jornal e três artigos do respectivo produtor do desporto: um relativamente extenso e encomiástico artigo intitulado Um Treinador Vestido de Armani e Confiança, uma extensa entrevista ao “Special One”, José Mourinho, e uma curta nota sobe o boneco que o imita no “Special 1 TV”, transmitido por um canal por cabo inglês. Eu gostei do que li.
terça-feira, março 10, 2009
segunda-feira, março 09, 2009
domingo, março 08, 2009
Uma rosa Remembrance para a minha mulher
Uma rosa Keep In Touch para a minha filhota
Uma rosa Blusette para as amigas que me visitam
Uma rosa Seashell para todas as minhas amigas sábado, março 07, 2009
sexta-feira, março 06, 2009
O Eduskunta (Parlamento da Finlândia) aprovou uma lei polémica, pioneira na Europa, que autoriza as empresas e organismos públicos a investigar os registos de correio electrónico dos seus empregados para evitar a fuga de segredos industriais. Eu nunca quis ter um Nókia. Seria presságio?
Notícia aqui
quinta-feira, março 05, 2009
Depois de Jean-Moise Braitberg ter solicitado a retirada do nome do seu avô do Museu Yad Vashem, foi a vez de os irmãos Michael Neumann e Ocha Neumann exigirem ao Presidente do estado de Israel e ao Director do Museu que de lá seja retirado o nome da sua avó, morta pelos nazis no campo de concentração de Theresienstadt.
Depois dos resultados das eleições em Israel, com a extrema direita a ganhar uma relevância que não augura nada de positivo para a política da região, é reconfortante verificar que cada vez mais judeus se opõem às atrocidades de um estado pária gerado e criado a partir do sentimento de culpa da chamada civilização ocidental.
Imagem: À esquerda, soldados nazis revistam judeus; à direita, soldados sionistas revistam palestinos.
quarta-feira, março 04, 2009
terça-feira, março 03, 2009
segunda-feira, março 02, 2009
domingo, março 01, 2009
sábado, fevereiro 28, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A mesma criminosa avisou de que Israel lançaria um novo ataque genocida contra a Faixa de Gaza se o alegado fornecimento de armas do Irão ao Hamas continuasse.
Imagem: À esquerda, soldados nazis controlam judeus; à direita, soldados sionistas controlam palestinos
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
terça-feira, fevereiro 24, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
domingo, fevereiro 22, 2009
sábado, fevereiro 21, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Os seus concidadãos estão em choque por causa de Ali al-Jarrah, um aparentemente pacato cidadão e homem de família libanês que trabalhava como administrador de uma escola e era um acérrimo defensor da causa Palestina.
Preso há vários meses, terá confessado aos investigadores policiais a sua face oculta de espião de Israel, numa carreira espectacular pela sua duração de 25 anos e pelas suas características, atendendo às artimanhas que utilizava para enviar aos israelitas as fotografias e os relatórios sobre os grupos palestinos e libaneses cujos passos vigiava, recebendo, em troca, cerca de USD 300.000.
Qualquer cidadão que trai os seus a troco de dinheiro, é um traste. Quem tem duas mulheres e vários filhos em locais diferentes e trai os seus em favor do pior inimigo, durante 25 nos e por um prato de lentilhas (mil dólares por mês, em média) é um triste traste.
Toda a história aqui.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
terça-feira, fevereiro 17, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
domingo, fevereiro 15, 2009
Jean-Moise Braitberg, escritor e jornalista francês de ascendência judia, cujo avô, Moshe Brajtberg, foi assassinado nas câmara de gás de Treblinka, escreveu uma carta ao Presidente de Israel, publicada no Jornal Le Monde em 29 de Janeiro de 2009, na qual pede que o nome do avô e de outros familiares seja retirado do Yad Vashem, o Memorial construído em Jerusalém em homenagem às vítimas judias do nazismo e em cujo exterior se encontra uma alameda de árvores, cada uma dedicada a um benfeitor dos judeus, entre as quais uma com o nome de Aristides Sousa Mendes.
Senhor Presidente do Estado de Israel,
Escrevo-lhe para que intervenha junto de quem de direito, a fim de que seja retirado do Memorial de Yad Vashem, dedicado à memória das vítimas judias do nazismo, o nome do meu avô, Moshe Brajtberg, gaseado em Treblinka em 1943, assim como os dos outros membros da minha família mortos no decurso da deportação em diferentes campos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Rogo-lhe que atenda o meu pedido, senhor presidente, porque o que se passou em Gaza e, de um modo geral, o destino dado ao povo árabe da Palestina desde há sessenta anos, a meu ver desqualifica Israel como centro da memória do mal feito aos judeus, e portanto, a toda a humanidade.
Repare que vivi, desde a minha infância, rodeado de sobreviventes dos campos da morte. Vi os números tatuados nos braços, ouvi os relatos das torturas; conheci os lutos impossíveis e partilhei os seus pesadelos.
Era preciso, ensinaram-me, que estes crimes jamais recomecem; que jamais um homem, considerando-se superior pela sua pertença a uma etnia ou a uma religião, despreze outro ou o atropele nos seus direitos mais elementares, que são uma vida digna em segurança, a ausência de entraves, e a esperança, por mais longínqua que seja, dum futuro de serenidade e de prosperidade.
Ora, senhor presidente, vejo que, apesar das várias dezenas de resoluções tomadas pela comunidade internacional, mau grado a evidência gritante da injustiça cometida contra o povo palestino desde 1948, apesar das esperanças nascidas em Oslo e apesar do reconhecimento do direito dos judeus israelitas a viver em paz e segurança, muitas vezes reafirmado pela Autoridade palestina, as únicas respostas dadas pelos sucessivos governos do seu país têm sido a violência, o sangue derramado, o encarceramento, os controlos incessantes, a colonização, as espoliações.
Dir-me-á, senhor presidente, que é legítimo, para o seu país, defender-se contra os que lançam foguetes sobre Israel, ou contra os suicidas que arrastam com eles numerosas vidas israelitas inocentes. A isto responder-lhe-ei que o meu sentimento de humanidade não muda conforme a nacionalidade das vítimas.
Pelo contrário, senhor presidente, o senhor dirige os destinos de um país que não só diz representar os judeus no seu conjunto, mas também a memória dos que foram vítimas do nazismo. É isso que me diz respeito e que me é insuportável. Mantendo no Memorial de Yad Vashem, no coração do Estado judeu, o nome dos meus parentes próximos, o seu Estado retém a minha memória familiar prisioneira detrás do arame farpado do sionismo, para a tornar refém de uma auto-proclamada autoridade moral que comete todos os dias a abominação que é a denegação de justiça.
Portanto, faça o favor de retirar o nome do meu avô do santuário dedicado à crueldade feita aos judeus, a fim de que ele não mais justifique a que é feita aos palestinos.
Queira aceitar, senhor presidente, o testemunho da minha respeitosa consideração.
Jean-Moise Braitberg
Imagem: À esquerda, judeus sob o jugo nazi; à direita, palestinos de Gaza sob a tirania sionista.
sábado, fevereiro 14, 2009
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Bicentenário
No dia em que se celebra o segundo centenário do nascimento do Grande Cientista, considero que não faria sentido, como leigo, escrever sobre ele, quando há tantos especialistas a darem o seu testemunho; não querendo, no entanto, deixar passar em claro o evento, remeto para “quem sabe da poda”, através de uma agradável coluna publicada hoje no jornal The New York Times, da autoria da cientista inglesa Olivia Judson, autora do celebérrimo “Consultório Sexual da Dra. Tatiana para toda a Criação”. Imagem: Estátua de Charles Darwin, no Museu de História Natural de Londres, fotografada por César Garcia
quarta-feira, fevereiro 11, 2009



