How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
sexta-feira, outubro 05, 2007
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sexta-feira, setembro 14, 2007
aparecem quase 6 milhões de entradas.

Alex foi comprado em 1977 pela Dr. Irene Pepperberg, que passou os últimos 30 anos
a ensiná-lo. Conseguia identificar 50 objectos diferentes, 7 cores, 5 formas, quantidades até 6, categorizar mais de 100 itens diferentes e conhecia conceitos como maior/menor, igual/diferente, etc. Além de que era uma celebridade em programas de televisão, onde até dizia piadas breves, como “vamos com calma”.
Testemunha a cientista que, no dia da morte, se despediu dela com as palavras “You be good, see you tomorrow. I love you.” Mas, para o Alex, não houve amanhã, pois a sua dona encontrou-o morto no dia seguinte.
Se gosta de pássaros, especialmente de papagaios, espante-se com esta longa conversa com Irene Pepperberg.
quinta-feira, setembro 13, 2007

Recentemente, publicou na The New York Review of Books um muito interessante e provocatório artigo sobe O Nosso Futuro Biotecnológico (Our Biotech Future), no qual, depois de afirmar que o século XXI será o século da biologia, como o século XX foi o século da física, antecipa um futuro não muito distante em que a “domesticação” e a massificação das descobertas no campo da biotecnologia porão nas nossas mãos um sem número de possibilidades.
O acesso é livre e a leitura aliciante e fácil; aqui fica uma passagem para aguçar o apetite:
“o passo final na domesticação da biotecnologia serão os jogos biotecnológicos, desenhados como jogos de computador para crianças com idade para frequentarem jardins infantis, mas jogados com ovos e sementes reais em vez de imagens num ecrã. Brincando com tais jogos, as crianças irão adquirir uma ternura familiar pelos organismos que estão a ajudar a crescer. O vencedor talvez possa ser a criança cuja semente produzir o cacto mais espinhoso ou o miúdo cujo ovo chocar o dinossauro mais perspicaz”.
Pode ler aqui os comentários de outros e especialistas e a resposta do autor.
quarta-feira, setembro 12, 2007
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sexta-feira, agosto 31, 2007

A menina que se vê de cara tapada entre as duas senhoras, referida apenas como “Evita” nos meios de comunicação social nicaraguenses e internacionais, completa 10 anos no próximo mês de Outubro e está a dividir a sociedade daquele país da América Central.
“Evita”, natural de uma pobre e recôndita povoação da Região Autónoma do Atlântico Sul nicaraguense, está grávida de 27 semanas, vítima de violação por parte de um primo de 22 anos, que vivia na sua casa até a mãe da criança o ter expulso, e terá de dar à luz o filho que carrega consigo, apesar de estar doente e de os médicos reconhecerem que não tem condições para ser mãe.
Com efeito, desde Outubro de 2006, dez dias antes das eleições que levaram de novo ao poder Daniel Ortega, líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional, o aborto terapêutico passou a ser proibido na Nicarágua.
Como sempre, a aprovação da criminalização foi originada pela intensa campanha da Igreja Católica, bem acolitada pela Igreja Evangélica, assim como pelos vários movimentos anti-aborto do país e pelos políticos de direita e extrema direita.
O que é mais estranho e de lamentar é o facto de a aprovação da lei punitiva ter contado com o beneplácito dos Sandinistas, mais preocupados com o regresso ao poder do que com a defesa dos direitos das mulheres e, no caso da Nicarágua, das próprias crianças, dado que o índice de gravidez por violação a partir dos 13 anos é muito significativo.
“Evita”, para além do fardo de parir uma criança fora de tempo e ao arrepio da sua vontade, ostentará o “desonroso” recorde de ser a mãe mais jovem do seu país.
Esperemos que, pelo menos, conserve o “título” por muitos anos, pois isso será sinal de que não houve uma criança mais nova vítima da mesma dupla brutalidade: a do adulto que viola uma criança e a da sociedade que a obriga a parir.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Para a minha filhota:
rosas...

...um poema...
Urgentemente
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
...e depois...

Um bacalhau à lagareiro
quarta-feira, agosto 29, 2007
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quinta-feira, agosto 16, 2007
84 anos, que o grande Millôr Fernandes completa hoje, perfazem uma bonita idade. Que continue por muitos anos a acicatar-nos com o seu humor corrosivo.

Última Vontade
Enterrem meu corpo em qualquer lugar.
Que não seja, porém, um cemitério.
De preferência, mata;
Na Gávea, na Tijuca, em Jacarepaguá.
Na tumba, em letras fundas,
Que o tempo não destrua,
Meu nome gravado claramente.
De modo que, um dia,
Um casal desgarrado
Em busca de sossego
Ou de saciedade solitária,
Me descubra entre folhas,
Detritos vegetais,
Cheiros de bichos mortos
(Como eu).
E, como uma longa árvore desgalhada
Levantou um pouco a laje do meu túmulo
Com a raiz poderosa,
Haja a vaga impressão
De que não estou na morada.
Não sairei, prometo.
Estarei fenecendo normalmente
Em meu canteiro final.
E o casal repetirá meu nome,
Sem saber quem eu fui,
E se irá embora,
Preso à angústia infinita
Do ser e do não ser.
Sol e chuva ocasionais,
Estes sim, imortais.
Até que um dia, de mim caia a semente
De onde há-de brotar a flor
Que eu peço que se chame
Papáverum Millôr
Millôr Fernandes*
quarta-feira, agosto 15, 2007
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quinta-feira, agosto 09, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007
Poema natural Abro os olhos, não vi nada Fecho os olhos, já vi tudo. O meu mundo é muito grande E tudo que penso acontece. Aquela nuvem lá em cima? Eu estou lá, Ela sou eu. Ontem com aquele calor Eu subi, me condensei E, se o calor aumentar, choverá e cairei. Abro os olhos, vejo um mar, Fecho os olhos e já sei. Aquela alga boiando, à procura de uma pedra? Eu estou lá, Ela sou eu. Cansei do fundo do mar, subi, me desamparei. Quando a maré baixar, na areia secarei, Mais tarde em pó tornarei. Abro os olhos novamente E vejo a grande montanha, Fecho os olhos e comento: Aquela pedra dormindo, parada dentro do tempo, Recebendo sol e chuva, desmanchando-se ao vento? Eu estou lá, Ela sou eu. Adalgisa Nery* (Poemas - 1937) *Poetisa carioca