How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
quinta-feira, novembro 05, 2015
A liberdade
está morta
A liberdade
está morta
com seus
cabelos tão longos,
com seus
cabelos boiando
no mar em
que se afogou.
A liberdade
está morta
com seus
cabelos desnastros.
Caiu,
coitada, dos astros
no mar em
que se afogou.
A liberdade
está morta
com seus
cabelos compridos
que eu
desejava beijar.
A liberdade
está morta.
Lá vão os
homens buscá-la
naqueles
barcos de vela,
naqueles
barcos com asas.
Lá vão os
cisnes marinhos
na água azul
e sonora.
Lá vão os
cisnes do mar
buscar a
deusa da aurora.
Lá vão as
aves buscá-la
para
guardá-la em seus ninhos.
A liberdade
está morta
e coroada de
espinho
(poeta
baiano falecido faz hoje 47 anos)
quarta-feira, novembro 04, 2015
terça-feira, novembro 03, 2015
segunda-feira, novembro 02, 2015
A Canalha
Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo nem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.
(Jorge de Sena nasceu em 2 de Novembro de 1919)
domingo, novembro 01, 2015
Um Poema
Um poema
é a reza dum
rosário
imaginário.
Um esquema
dorido.
Um teorema
que se
contradiz.
Uma súplica.
Uma esmola.
Dores,
vividas
umas, sonhadas outras...
(Inútil
destrinçar.)
Um poema
é a pedra
duma escola
com palavras
a giz
para a gente
apagar ou guardar...
(poeta
vila-condense nascido faz hoje 113 anos)
sábado, outubro 31, 2015
Quero
Quero que
todos os dias do ano
todos os
dias da vida
de meia em
meia hora
de 5 em 5
minutos
me digas: Eu
te amo.
Ouvindo-te
dizer: Eu te amo,
creio, no
momento, que sou amado,
No momento
anterior
e no
seguinte,
como
sabê-lo?
Quero que me
repitas até à exaustão
que me amas
que me amas que me amas.
Do contrário
evapora-se a amação
pois ao
dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por
mim.
Exijo de ti
o perene comunicado.
Não exijo
senão isto,
isto sempre,
isto cada vez mais.
Quero ser
amado por e em tua palavra
nem sei de
outra maneira a não ser esta
de
reconhecer o dom amoroso.
(poeta
mineiro nascido faz hoje 113 anos)
sexta-feira, outubro 30, 2015
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