How many times must a man look up, Before he can see the sky? How many ears must one man have, Before he can hear people cry? The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind.
sábado, outubro 03, 2015
Nous
dormirons ensemble
Que ce soit
dimanche ou lundi
Soir ou
matin, minuit, midi
Dans l’enfer
ou le paradis
Les amours
aux amours ressemblent
C’était hier
que je t’ai dit
Nous
dormirons ensemble
C’était hier
et c’est demain
Je n’ai plus
que toi de chemin
J’ai mis mon
coeur entre tes mains
Avec le tien
comme il va l’amble
Tout ce
qu’il a de temps humain
Nous
dormirons ensemble
Mon amour,
ce qui fut sera
Le ciel est
sur nous comme un drap
J’ai refermé
sur toi mes bras
Et tant je
t’aime que j’en tremble
Aussi
longtemps que tu voudras
Nous
dormirons ensemble
(Louis
Aragon nasceu a 3 de Outubro de 1897)
sexta-feira, outubro 02, 2015
Fugaz
Passagem por
uma paisagem,
lugar do
onde, do ontem, do quando,
quantas
palavras ficaram faltando
na boca
cheia de imagens.
O outro é
aquele que ficou à margem,
no espanto
de um pronome,
no corpo de
uma brisa suave;
o outro é
como uma fome,
pluma à
deriva, a distância, ou quase.
Estranho em
sua própria viagem,
garrafa com
uma mensagem,
olhar
durando numa flor,
sem nome,
secreta, selvagem.
Desterro,
água bebida num trem,
peça
incompleta, festa adiada, vertigem,
a cabeça
sempre em alguém,
eu outro, eu
todos, ninguém.
(poeta
paranaense que hoje faz 50 anos)
quinta-feira, outubro 01, 2015
Vontade
Uma vontade
de viver os
seus cabelos,
de respirar
os seus olhos,
de perseguir
a direcção dos seus movimentos…
Uma vontade
de ser chama
numa casa abandonada,
de ser água,
gota de água,
ao instante
da sua lágrima,
ao instante
da sua sede…
Uma vontade
de ser o mundo
em poucas
palavras…
Uma vontade
de ser poesia
na folha que
desmaia Outono…
(poetisa lisboeta que hoje faz 28 anos)
quarta-feira, setembro 30, 2015
A Água
Despe, na
solidão da tarde,
Tua roupagem
manchada de quotidiano,
E deixa que
a chuva molhe teus cabelos
E vista teu
corpo de escamas de prata.
Pousa, em
teus ombros, o manto dos lagos
E colhe no
cântaro de tuas mãos
A música dos
dias que adormeceram
No fundo de
teu ser.
Mármores
líquidos moldarão teu corpo.
Nuvem,
Penetrarás a
carne da manhã.
(poeta
paulista que hoje faz 89 anos)
terça-feira, setembro 29, 2015
segunda-feira, setembro 28, 2015
Poema de
amor
quando eu
voltar a ver a luz do sol que me negam
amor
iremos
de paz
vestidos
entretecer
um sorriso de flores e frutos
abraçados
por
caminhos-serpentes ágeis
trepando dos
montes às estrelas
e aos sonhos
cintilantes
iremos
cantando
também, cantando
todas as
canções que sabemos e não sabemos.
quando eu
voltar a ver a luz do sol que me negam
amor
iremos
pois iremos
breves chorar
nas
sepulturas sem fim dos homens sem fim
que partiram
assim
sem óbito
nem combaditocua
sem
esperança da luz do sol que nos negam
iremos, amor
dizer-lhes
voltei e
voltamos
porque nos
amamos
e amamos
as
sepulturas sem fim dos homens sem fim.
quando eu
voltar a ver a luz do sol que me negam
lábaros
erguidos:
- a
liberdade é fruto da colheita -
amor
iremos
colher
maçarocas e cores
aos mortos
ofertar ressurreição e flores
aos vivos a
pujança da nossa vida
amor
iremos
desenhar no
papel celeste um arco-iris
para nosso
filho brincar:
chuva vem
chuva vai
senhora da
conceição
chuva pra
lavra do pai
manda sol
não
iremos, sim,
amor iremos
quando eu
voltar
- as
grilhetas desfeitas -
e cingidos
faremos
a vida
irrefragável medrar
na dádiva
serena das colheitas
no pipilar
dos pássaros maravilhados
no caminhar
dos homens regressados
nos hossanas
das chuvas na terra renascida
nos
confiantes passos da gente decidida
amor.
vestirá a
terra fímbria de nova cor
de beijos e
sorrisos a vida teceremos
e entre
algodoais sem fim
e batuques
de alacre festim
iremos
amor.
(poeta
angolano nascido faz hoje 91 anos)
domingo, setembro 27, 2015
A Vida
A longa
espera...
A chegada...
A partida...
Eis toda a
minha primavera,
toda a
felicidade sonhada,
toda a
tristeza... A Vida!
Uma tarde (e
como canta a saudade daquela
tarde
fecunda, tarde solene de verão!),
nos céus
distantes cada uma
das duas
palavras de amor acordava uma estrela,
enquanto em
minha alma, num voo de pluma,
criava a
tortura de nova Ilusão...
Agora esta
vida é uma noite sombria
de um vento
soturno de desolação!
Para onde
levaste as estrelas que estavam na noite brilhando?
Sem tuas
palavras a noite está fria, minha alma está fria!
(poeta
paulista nascido faz hoje 118 anos)
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